16 agosto, 2009

POSICIONAMENTO E A QUESTÃO PREÇO.

Para os que ainda acreditam ser o preço o único diferencial possível, lembramos que:
- o chinelo de borracha mais vendido no Brasil não é o mais barato;
- o refrigerante mais vendido no Brasil não é o mais barato;
- a esponja de lã de aço mais vendida no Brasil não é a mais barata;
- a agência que mais fatura no Brasil não é a mais barata.

E não são os mais baratos porque, há muito tempo, perceberam a importância da diferenciação pela marca e tratam com profissionalismo sua comunicação.

A comunicação e o marketing são, inquestionavelmente, responsáveis pela criação de posições diferenciadas para produtos e serviços nas mentes dos consumidores. Essas posições criam marcas fortes e menos suscetíveis à guerra de preços. A agência, parte imprescindível desse trabalho, precisa de gente com muito preparo, em número suficiente para realizar todas as tarefas, com bom domínio conceitual, comprometida e com experiência adquirida na vivência de muitos cases. Uma agência de comunicação é formada por essa gente que, para ajudar a criar as grandes marcas desse país, precisa ser remunerada adequadamente, trabalhar com os melhores equipamentos e ter acesso a pesquisas de mídia.
Se comissões e honorários são questionados e a tabela referencial do sindicato é malvista, como esperar que uma agência desempenhe satisfatoriamente seu papel descrito acima? Se os percentuais diminuem numa ponta, na outra deve ser garantida a remuneração adequada pela criação e pelo planejamento (de comunicação, de marketing direto, de promoções, de eventos, de mídia). O que não se pode imaginar é um maravilhoso mundo da fantasia, onde agências ajudem a construir marcas poderosas que farão o sucesso dos anunciantes e tudo isso pelo elevado e altruísta amor pela profissão. Nesse mundo mágico, consumidores adoram marcas ruins, fotos malfeitas, mídias planejadas “no feeling”, percebem diferenças entre campanhas iguais, sites de navegabilidade difícil, 0800 de faz-de-conta, rótulos medíocres que não diferenciam e, ainda assim, se espremem desesperados aguardando a oportunidade espetacular de entrar em suas lojas, comprar seus produtos ou serviços.Empresas que desejarem competir de igual para igual nesse novo cenário precisarão se profissionalizar e reconhecer, em suas empresas de comunicação, parceiros estratégicos para diferenciar suas marcas e comunicar com sucesso seus diferenciais. Se hoje sua agência não é assim, será dela toda a culpa?

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